Durante minha carreira, acompanhei de perto os avanços da automação em diversos setores, principalmente no universo da hotelaria. Em teoria, sistemas automatizados entregam respostas rápidas, processos ágeis e um padrão de atendimento que garante escalabilidade. Porém, nem sempre isso significa sucesso garantido. Observei que, quando a automação é usada sem critério, ela pode afastar exatamente quem mais importa: o cliente.
O dilema da automação no atendimento ao cliente
Não é novidade para mim que, na busca por padronização e tecnologia, muitos gestores acabam sacrificando algo precioso: a conexão humana. Em hotéis, pousadas e empresas de aluguel por temporada, essa conexão é fundamental para encantar e fidelizar hóspedes, como defendo constantemente na BASI MARKETING.
Já vi casos em reuniões com clientes em que chatbots tomaram conta de todos os canais. As dúvidas “simples” até eram resolvidas, mas bastava surgir um pedido atípico ou uma reclamação mais complexa para que o hóspede se sentisse ignorado, perdido numa cadeia de mensagens automáticas.
Respostas rápidas não substituem empatia.
Pense em alguém frustrado após um longo dia de viagem, esperando um toque de atenção e recebendo apenas textos genéricos. É nesse momento que a tecnologia, se mal aplicada, se transforma em barreira.
Por que a automação pode afastar clientes?
Ao investigar esse fenômeno mais de perto, percebi algumas situações comuns que levam à insatisfação:
- Mensagens automatizadas genéricas, que não reconhecem o contexto real do cliente.
- Dificuldade para acessar o atendimento humano caso a automação não resolva a demanda.
- Ambiente impessoal, sem espaço para pequenas gentilezas ou personalização.
- Processos travados, onde o hóspede fica preso em loops de perguntas e respostas automáticas.
- Respostas que ignoram o histórico do cliente.
- Recusa em abrir exceções quando situações fogem do script previsto.
Nessas ocasiões, a automação vira sinônimo de frieza. Já ouvi feedbacks de clientes dizendo que se sentiram “invisíveis”, e acho essa palavra muito forte, mas verdadeira.

Quando a automação é problema – e não solução
Vi, em estudos realizados no setor e na experiência dos meus próprios clientes, que algumas situações são especialmente delicadas. Quando estes sinais aparecem, a automação pode estar indo longe demais:
- Hóspedes reclamam que não conseguem falar com pessoas, mesmo em situações sensíveis.
- O volume de avaliações negativas menciona resposta fria ou falta de personalização.
- O índice de conversão no site cai após implementar chatbots ou respostas automáticas em excesso.
- Reclamações recorrentes sobre instruções confusas ou falta de clareza.
- Aumento de cancelamentos devido à falta de suporte durante imprevistos (problemas no check-in, dúvidas urgentes, etc.).
Quando vejo essas tendências, entendo que é hora de rever o equilíbrio entre tecnologia e presença humana no atendimento.
Como evitar que o hóspede se sinta desamparado?
Em minha prática na BASI MARKETING, sempre defendo: automação só faz sentido quando fortalece a experiência do cliente. Algumas atitudes ajudam a garantir esse equilíbrio:
- Ofereça transição fácil para atendimento humano – nunca deixe o hóspede preso no automático.
- Use dados para personalizar automaticamente as mensagens, considerando histórico, preferências e demandas anteriores.
- Mantenha sempre espaço para exceções, pois nem tudo cabe em um script.
- Treine constantemente a equipe para lidar com situações não previstas pelo sistema.
- Crie mensagens automáticas calorosas e ajustadas ao tom do seu negócio.
- Peça feedback sobre a experiência com a automação, para ajustar pontos cegos.
Quando aplico essas recomendações, percebo que a tecnologia deixa de afastar hóspedes e passa a ser uma verdadeira aliada na jornada do cliente. Isso fica claro, por exemplo, nos casos e conteúdos analisados na categoria de fidelização do nosso blog, onde compartilhamos exemplos práticos do uso equilibrado da automação.
O toque humano ainda é insubstituível
Mesmo no mundo hiperconectado, a hospitalidade ainda exige presença genuína. Vejo na categoria de marketing digital que o cliente moderno valoriza agilidade, mas não abre mão de atenção.
Por mais completa que seja uma automação, ela jamais será capaz de perceber aquele olhar cansado, ler nas entrelinhas de uma mensagem ou improvisar um agrado simples.
Personalização não é algoritmo, é atitude.
A automação, quando associada ao Método BASI, entrega padronização sem perder o calor humano. Basta olhar para o diagrama que representa nossa abordagem:

Casos práticos: automação que aproxima e automação que afasta
Recentemente, trabalhei em um projeto no qual parte das reservas era confirmada por chatbot. Os contatos iniciais eram rápidos e funcionais, mas, ao identificar dúvidas mais profundas, o sistema automaticamente direcionava para um atendente – esse detalhe fez toda diferença.
Nos retornos, elogios ao atendimento híbrido eram comuns. Diferente do que vejo em operações robotizadas “puras”, onde as avaliações expõem claramente o distanciamento.
Esses aprendizados também constam em estudos como exemplos de aplicação de automação e em outros cases e práticas publicados em nosso blog, como posts de personalização real na hotelaria.

A automação no redesenho da jornada do hóspede
Quando eu implemento tecnologias para empresas do setor de hospedagem, costumo mapear a jornada do hóspede, destacando quais etapas fazem sentido automatizar e onde o contato humano é indispensável. Ao criar esse mapa, busco inspiração em experiências como as discutidas no post sobre estratégias de relacionamento no blog da BASI MARKETING.
O segredo está em:
- Automatizar as tarefas repetitivas, mantendo o humano para resolver problemas e gerar encantamento.
- Usar tecnologia para acelerar o que pode ser rápido, não para substituir o que precisa de olhar atento.
- Permitir “escapes” do fluxo automático para situações especiais – check-in antecipado, mudanças de reserva, solicitações fora do padrão.
Com esse equilíbrio, a automação traz eficácia sem abrir mão de acolhimento.
Como a BASI MARKETING pode ajudar na escolha do ponto ideal
Muitos me procuram sem saber onde está o limite entre automação útil e desumanização do atendimento. Em nossos diagnósticos gratuitos, analisamos tanto processos internos quanto o feedback de hóspedes, propondo ajustes simples e personalizados.
Na BASI MARKETING, acreditamos que o crescimento do seu negócio depende da soma entre tecnologia e atenção. Aprimoramos, implementamos e reajustamos processos pensando sempre na satisfação do hóspede e no fortalecimento da marca.
Conclusão: automação deve servir, não afastar
No fim das contas, a automação é excelente aliada, desde que usada com propósito e sensibilidade. Aprendi que, na hotelaria, a tecnologia só faz sentido quando aproxima hóspedes da experiência que encantou no primeiro contato.
Equilíbrio: esse é o segredo para não afastar clientes com a automação.
Se você busca transformar o atendimento do seu hotel, pousada ou empresa de aluguel por temporada, convido a conhecer melhor o diagnóstico gratuito da BASI MARKETING e descobrir como nosso método pode aliar tecnologia e atenção no ponto certo. Sinta-se à vontade para entrar em contato e dar o próximo passo para encantar de verdade seus hóspedes.
Perguntas frequentes sobre automação no atendimento
O que é automação no atendimento?
Automação no atendimento é o uso de sistemas e tecnologias para responder dúvidas, encaminhar solicitações ou executar tarefas repetitivas no contato com o cliente de maneira automática, sem intervenção humana direta a todo momento. Isso inclui chatbots, respostas automáticas em e-mail, sistemas que processam reservas e até aplicativos de autoatendimento em hospedagens.
Quando a automação pode afastar clientes?
A automação tende a afastar clientes quando elimina a possibilidade de interação humana em situações sensíveis, impede personalização, dificulta o acesso ao suporte real ou responde de forma genérica a demandas específicas. Nesses contextos, o hóspede sente que não está sendo realmente ouvido.
Como equilibrar automação e atendimento humano?
O equilíbrio está em automatizar tarefas padronizadas e repetitivas, garantindo sempre um canal claro e fácil para que o hóspede fale com uma pessoa quando quiser ou precisar. Personalizar mensagens, mapear a jornada e revisar constantemente os fluxos contribuem para esse equilíbrio.
Quais são os riscos da automação excessiva?
Alguns riscos comuns são: perda de identidade no atendimento, sensação de frieza, aumento de reclamações por falta de empatia, avaliações negativas e redução na taxa de conversão ou recompra. Em empresas de hospedagem, pode gerar afastamento do público fiel.
Como melhorar a experiência com automação?
Para aprimorar a experiência, recomendo personalizar interações automáticas com base no histórico do cliente, treinar a equipe para assumir demandas não previstas pela máquina, oferecer feedbacks constantes e usar a tecnologia como ponte – e não como muralha – entre empresa e hóspedes.